Olá!
Resolvi iniciar um blog pra falar sobre um assunto que não sai da cabeça de muitas mulheres: a vontade de engravidar.
Vou começar contando um pouco da minha história:
Casei em 2009, e sempre disse que tão logo me casasse tentaria engravidar, pois uma coisa que sempre fez parte dos meus planos e sonhos era ser mãe. Não apenas ser mãe, mas queria passar por todo o desenrolar de uma gravidez: a descoberta, o desenvolvimento do bebê, ultrassons, parto. Queria (e quero) o pacote completo.
No início do casamento, nós ainda nos prevenimos um pouco, mas sempre pensamos que se viesse, mesmo que por acidente, tudo bem. Na verdade eu até tentei usar anticoncepcional, mas tive efeitos colaterais terríveis com todos eles, como náuseas, enxaquecas, irritação, espinhas. Usei Selene, Diclin, Bellara, entre vários outros que nem lembro o nome. Enfim, desisti e me prevenia por outros métodos.
Nesse meio tempo aproveitei e fiz check-ups com minha ginecologista. Ela encontrou uns cistos nos meus ovários e me indicou tratamento com anticoncepcional, que usei por 3 meses. Usei o Yaz, que também me trouxe todos aqueles efeitos terríveis, mas aguentei firme e concluí o tratamento (isso no final de 2010). O esforço valeu a pena, pois na volta à GO os cistos tinham sumido.
Embora ainda não tivesse desesperada por um filho, já comecei a encucar com isso. Em 2011 comecei a tentar com mais seriedade, porém seis meses se passaram e nada acontecia.
Resolvi procurar minha Go pra que ela me desse uma luz. Ela me passou alguns exames hormonais e o espermograma pro meu marido. Fizemos, pegamos o resultado. Porém, antes de marcar nova consulta, nós viajamos de férias e deixamos pra levar os exames na volta.
Mas...surpresa! Na volta da viagem descobri que estava grávida. Nem vou falar a alegria que senti, só quem tah nessa luta pode entender. Lembro que voltei da clínica chorando, nem conseguia dirigir direito. Contei pro marido, que ligou pros pais pra contar, e contei também pras minhas amigas e familiares. Era um alívio finalmente encerrar aquela luta, e agora era aguardar o desenrolar da gravidez.
Só que...duas semanas depois, perdi o bebê. Começou com um sangramento, uma borra na verdade, e algumas cólicas. Comentei com minha irmã, que é médica, e ela me mandou ir imediatamente à uma maternidade e ligar pro meu obstetra. O problema é que era um final de sexta feira, meu médico tava viajando e o celular tava desligado. Fiz uma ultra com o único médico que quis me atender , quase me fazendo um favor (e não foi de graça tsá), mas o mercenário simplesmente disse que ia me dar o relatório mas não ia se manifestar , que era pra eu procurar meu médico. PQP, se fosse p esperar pelo meu médico eu não teria ido lá né? Ele sequer quis responder perguntas básicas que fiz enquanto ele fazia a ultra. "Tire suas dúvidas com seu médico" , era o que o puto falava.
Saí de lá triste, sem saber o que esperar. Infelizmente na segunda feira o sangramento ficou bem mais intenso e eu tive certeza que tinha abortado. Fiquei ARRASADA. Terça fui no obstetra e ele confirmou o aborto espontâneo. Ao menos não foi necessária a curetagem. Ele me confortou e disse que aquilo era mais normal do que eu pensava, que 15% das mulheres perdem o primeiro filho, etc. Aquilo me aliviou um pouco, pois vi que isso era uma coisa que poderia acontecer, mesmo estando tudo certo comigo.
Apesar desse médico ter dito pra eu esperar uns 2 meses pra começar a tentar de novo, não tive paciência e tentei logo no ciclo seguinte. Tentei dois ciclos e nada. Voltei pra minha GO e ela disse aquilo que toda tentante ODEIA ouvir: "relaxe que vc consegue".
Não tem coisa mais irritante do que essas frases feitas e clichês de povo que se acha entendido no assunto, e quando isso vem de uma profissional a raiva aumenta mais.
Bem, o post ficou enorme, amanhã termino de contar a história toda.
Beijo!
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